quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Perdemos Daniel Piza

Quando seus ídolos já estão mortos não deve ser tão difícil morrer. Foi este um dos pensamentos que me ocorreu, e que me consolou por ora, após a notícia, na véspera de Ano Novo, de que tínhamos perdido Daniel Piza. Pensei eu que ele estaria feliz de se encontrar com seu herói literário, Machado de Assis.

Mas perdemos Daniel Piza.

Por muito tempo vou gastar minutos do meu dia para acreditar que o perdemos. Uma vida, que quase como se fosse um assassinato, foi tirada por injustiça. E que Deus me perdoe por estar dizendo isso, mas sim, foi injustiça divina. Daniel Piza não tinha que morrer.

Ele era, para mim, exemplo de conhecimento e, por sorte, tenho comigo páginas de anotações das aulas de Jornalismo Cultural. Anotações que vou voltar a ler com a intenção de reencontrá-lo. E porque o perdemos tão cedo e porque não vou poder mais vê-lo tentando nos ensinar algo, sei que nunca serei pequena parte do que ele era, do que eu gostaria de ser, do que ele tanto sabia. E como não podia ser diferente, porque eu tinha que ter um jornalista amor platônico, ele era o meu.

E, ao longo dos últimos dias, voltei a pensar na injustiça com que a vida dele foi tirada. Tão triste para a família, triste para os amigos, triste para seus leitores. Mas ainda mais triste por Piza mesmo. Era ele que estava prestes, como ficamos sabendo após sua morte, a se mudar para Nova York - a cidade que esperava por ele. Um sonho que se realizaria, com certeza. O iPad, onde ele lia sua revista preferida - The New Yorker - talvez ficaria de lado porque ele poderia recebê-la em casa assim como qualquer cidadão americano. Ou poderia ir até a banca para comprá-la. Ele não fará isso. E isso é tão cruel com os sonhos de alguém que os merecia realizar, tão inconsolável.

É inconsolável saber que não leremos o que ele iria escrever de lá, que ele não poderá viver em Nova York o que planejava. 

Mas quem sabe, quando ao morrer, Piza ao poder escolher algo, decidiu então encontrar Paulo Francis. E eles estão lá agora, juntos, pensando em textos - e não apenas sobre o que acontece em Nova York - que nós, enquanto vivos, não poderemos ler.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Gostaria de ter dela

Hoje (porque o texto foi escrito originalmente em 17 de dezembro) é aniversário de uma já não menina, mas uma mulher menina que tem muito do que eu gostaria de ter. E, ao escrever isso, lembro que ela, por anos, tem tentado com que eu tenha. Muitas vezes sem sucesso.

É ela que, irritantemente, sempre tem razão. É nela que depositamos muitas das nossas decisões - coisa que temos certeza que ela nem sempre quer ter. E digo nós porque não sou só eu que dependo tanto disso. E como dependo. Como já dependi!

Se eu fosse ela, não seria mimada e não seria ciumenta. Falaria inglês. Se eu ouvisse ela, não me apaixonaria pelas pessoas erradas. E o poder de persuasão? Ah, como eu teria.

Ela é ótima professora e ótima tia e já tenho certeza, desde os 14 anos, que será uma ótima mãe. Do que temos em comum, queremos ser mãe de menino. Eu de um Téo, ela de um Miguel.

Ela é a irmã mais velha. E não só dos irmãos dela, mas de todas nós. É ela aquela considerada a melhor amiga de todas e aquela da qual, mesmo não querendo tanto assim, buscamos sempre a opinião.

E quem dera, se um dia eu pudesse ser ela. E quem dera, se eu tivesse as coisas boas que gostaria de ter dela - sim, ela tem coisas que não gosto nem um pouco, claro. 

Mas se eu pudesse ser ela, teria as respostas para as questões que ela faz. Respostas para questões que nunca sei e que tenho certeza que se fosse o contrário ela já teria opinado.

Queria ser ela pra ensinar a dividir, para ter razão, para ter os cabelos cheirosos e mãos e pés lindos. 

Queria ser Vanessa pra poder ser para ela o que ela é para a Mirela. 

Obrigada por ser tão presente - mesmo quando ausente. Feliz Aniversário!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eu tô me despedindo...

Sabe daquelas coisas que a gente sonha por muito tempo e que, nos dias negativos, parece que elas nunca serão realizadas? Eu espero que vocês, pessoas sonhadoras, nunca pensem assim. Se pensei, pensei em alguns dias dessa vida.

Quando tinha 12 anos, fui pra São Paulo com meu vô e desde aquele dia, quis morar na capital. E sabe o que fiz com ele? Fui em um cemitério. Em anos seguintes, ele sempre me levava e me mostrava diversos lugares na cidadona. Eu queria mesmo ficar ali.

Sonhei, sonhei e sonhei por 13 anos. Hoje acordei para viver. E como quero viver! E tenho me dito que, mesmo se estiver triste, vou me dar broncas e lembrar dos meus sonhos. Eu estarei no lugar onde sempre quis estar.

Das coisas que vou sentir falta de Nova Odessa: do céu azul e da lua tão linda na hora de ir embora da Prefeitura, da aproximação com as pessoas através do bom dia e do sorriso, dos companheiros da Prefeitura de Nova Odessa, dos meus encontros durante a semana com Bruna e Caio, com a Carol, com o PV, das sessões do CineClube, dos encontros com a galera do QCLV, de dormir na sala, de almoçar assistindo Friends, dos almoços no "coraçãozinho" ou no Empório da Deisy com os divisores da maior parte do meu dia - André e Nayara - dos almoços já extintos no japonês com a Van e com o Demi e de como riámos, de precisar e de ser tão mimada pela minha família, da rúcula que a Zinha lavava todo dia pro meu almoço e de tantas outras coisas.

Ainda bem que grande parte dos meus amigos eu vejo aos finais de semana. Agora as donas Luciana, Norma, Juliana e Carol e vão ter mais tempo pra mim e é aos finais de semana que vou continuar encontrando com Luana, Roberta, Camis, Renata, Bruna, Vanessa e minhas piticas Laura e Giovanna. Não em todos os finais de semana (já tô vendo a bronca da Luana). Portanto, meus amigos, me aproveitem quando eu estiver aí.

Para a despedida, tô usando a letra de Tom Zé, aquele que sempre me arrepia e emociona com as letras sobre São Paulo. Não que esta seja. 

...pra poder voltar. Até os finais de semana, Nova Odessa. Mantenha-se azul, e verde.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O salário final de 43 meses

É dia 3 de outubro. Há 43 meses, este era o meu primeiro dia de trabalho como assessora de imprensa da Prefeitura de Nova Odessa. E é exatamente 3 anos e 7 meses depois que encerro, aqui, minha primeira jornada de jornalista.

São 1.310 dias de trabalho sem que eu deixasse de amá-lo por um dia (e é claro que nem todos os dias foram perfeitos). E hoje, voltando aos meus anos anteriores, vejo que nunca deixei de amar os trabalhos que já tive. E é assim que quero ser até minha aposentadoria.

É momento de fazer as contas para saber quanto eu ganhei todos estes meses. Aí eu das contas, porque não guardei nada mesmo. Foi o dinheiro e fica o que aprendi, fica o quanto eu vivi.

Mas há algo, e isto não vou esquecer de onde investi. O salário final destes 43 meses: as pessoas que passaram pela minha vida. Muitas delas que espero que permaneçam nela.

Tenho certeza que vou esquecer de muitas pessoas. Aliás, estou para agradecer a quase 1,5 mil delas. É muita gente e talvez minha memória não seja justa. São cerca de 1,3 mil servidores da Prefeitura e outros cerca de 150 da Coden. Mas quero agradecer àqueles que mais conviveram comigo nestes anos.

Aqueles que me ensinaram, aqueles que irritei, aqueles que liguei quando o expediente já tinha acabado, aqueles que me atenderam, aqueles que foram simpáticos, aqueles que são legais com todo mundo, aqueles ótimos servidores e principalmente, aqueles que torcem por mim (e sei que nem todos eles estarão nesta lista e nem todos da lista talvez torçam tanto assim por mim).

E como não poderia deixar de ser, as primeiras pessoas são aquelas que acredito serem responsáveis pelo fato de eu ter trabalhado por tanto tempo na Prefeitura. A dona Salime, que mesmo não tendo me dito, ajudou na minha escolha como assessora de imprensa. É ela uma das mulheres da minha vida. É como ela que quero ser quando crescer e sou imensamente feliz por ter convivido com alguém que admirava desde pequena e que me deixou ser parte da vida dela.

Ao meu chefe, Vagner Salustiano, que foi o melhor professor de todos, de uma faculdade chamada trabalho. Alguém de quem eu sempre vou ouvir a voz, que aprovar ou não (a grande maioria das vezes não, e eu vou mudar sozinha) o que estou fazendo, escrevendo e tudo o mais, pelo resto da minha carreira. E se eu esquecer a voz dele, certeza que vou ligar para poder lembrá-la e para pedir opiniões. Ele é, definitivamente, a melhor cabeça pensante de todos os assessores de imprensa que existem e com quem todos podiam aprender. E ele me deixou aprender com ele. Não saio perfeita, porque não sou, mas ele é o grande responsável pela jornalista que sou hoje.

Ao prefeito Manoel Samartin. Homem que fico em silêncio para ouvir falar, que conhece Nova Odessa como é obrigação dele conhecer (coisa que não imagino que outros prefeitos façam), que já me deixou interromper reuniões pra ouvir minha opinião - e concordou com elas - que faz piada nas horas próprias, que coloca seu bonezinho para andar pela cidade, que entende o que é administrar, que agradece (assim como a dona Salime, e muito!), que sabe o seu nome, que trata a todos da mesma maneira e quem eu quero continuar admirando. Vai ser impossível não sentir falta do pai e da mãe de Nova Odessa. Pais de 52 mil filhos.

Da Imprensa

Em três anos, algumas mulheres passaram por ali. Meu anjo da guarda e jornalista-mãe Luciana de Luca, que desde minha entrevista de emprego desceu comigo a rua de casa e com quem desci a rua (a de lá) conversando até nossa triste separação, em agosto de 2009. Que dividiu broncas, ótimas histórias, muitas risadas e tudo que aprendemos comigo. E que, pelo que parece, vai ser o anjo da guarda de todos os meus empregos.

Há ainda as que também já foram embora antes de mim, Fernanda e Carla e a Nayara, que já estava ali quando cheguei (e foi a primeira a me receber, simpaticamente). A guardinha que tem crescido desde então e que tantos dias ficou comigo até tarde durante as férias do chefe. É ela, com certeza, uma das responsáveis por a minha gordice. E continua magra.

O Osnei, meu irmão de emprego nestes três anos e sete meses. Vou sentir saudade de brigar com ele, de rir com ele, de sair com ele na rua, de contar com ele e até mesmo de ele me irritar com o cinto de segurança. Osnei é parceiro e sei que está na torcida. E eu na torcida pelas boas coisas na vida dele.

O André, o último integrante da imprensa. Vou continuar entrando no site da Prefeitura pra ver suas lindas artes. E que ele não esqueça de anotar meu nome no post-it pra não me esquecer.

Aqueles que amo

Entre todas as milhares de pessoas, há aquelas que amo como se fossem da minha família e que dói um pouquinho pensar que estou “deixando-os”. Meu pai torto José Darci Secco, o já secretário de Educação Assis das Neves Grillo, o seo. Paulo Alvarenga, ao meu querido Calzinho (José Carlos Hansen) e há ainda o Sérgio Molina, que ainda faz falta todos os dias com seu caráter único e louvável, e sei que não sou só eu que sinto.

Aos amigos que conquistei

Também vou deixar outros grandes amigos e que espero que arranjem tempo para me verem quando eu estiver por aqui. Do casal perfeito e tão companheiros meus Roger e Raquel, da amiga Keyla – que me chamava de amiga antes mesmo de eu ser. Keyla e Raquel que estão, juntas, entre as melhores amigas que já tive na vida. Dos meus companheiros de chopp e de risadas Cris e Ben-Hur. Das minhas primeiras amigas de Prefeitura - Dani e Tati - duas cabritas que já sentia saudade mesmo estando tão perto.

Da minha querida blogueira Joseane Martins Gomes, que inclusive já me desejou sorte e que sei que é verdadeiro. E que gostamos uma da outra com reciprocidade. É através do blog desta Sereia Aposentada que vou matar a saudade dela.

Da divertida Débora, de quem vou sentir saudade das viagens do Famtour, mas que não quero sentir saudade de ver por aí. Ainda quero ir pro Rio de Janeiro com você.

Vizinhos de sala

Meu tchau a todos os vizinhos de sala, Dimas (outro que anda em Nova Odessa de olhos fechados) e Juliana – da Indústria e Comércio; Shirley (o meu primeiro bom dia de todos os dias na Prefeitura), Solange e todas as outras meninas do Social; Adilson, Josi, à super cipeira Joelma e todos os moços da Segurança do Trabalho.

Paço

Mais do ladinho tem as senhoras da cozinha, Belica sempre boazica, irmã de outro querido meu, o seu José Batista – homem que sempre me faz pensar que em São Paulo nunca eu chegaria dando bom dia pras pessoas como dou pra ele. E claro, da dona Neuza, dona dos cafés que eu tomava (o que não é normal) e velhinha osso duro de roer quando se trata de dar comida.

Outro povo gente boa que vou sentir falta são os vigias da Prefeitura, Sidnil e Durval (de dia), 
Leco e seo. Mariano (alguém deixe meu abraço a ele, por favor!) (à noite), além daqueles que estão ali de vez em quando Luiz, Leví e Roberto.

Dali de cima

Meu até semana que vem ao Jair Carneiro (que é vizinho de casa e de quem gosto muito). Minhas boas lembranças à simpatia do Werington e do seo. Carlos, unidas ao agradecimento pela sempre ajuda do Julio Camargo e da doutora Juliana às respostas, além dos elogios e opiniões do doutor Merenda. Há até boas lembranças das histórias dos amigos jornalistas do seo. Maurício. E fica o abraço para o Nelsinho, Marco e Serginho.

Minha despedida a duas pessoas tão legais dentro do trabalho quanto Rogério e Giuliana e minha já saudade das divertidas dona Vânia e dona Benedita.

Educação/Informática

Meu abraço e agora “folga” à mulherada da Educação, incluindo a minha companheira e do Osnei, Andréia, e também à Eleni, Cecília, Cris, Mara, Vi. Há ainda a querida Bárbara e todos que trabalham em todas as 20 Escolas Municipais de Nova Odessa. Obrigada a todos, sempre, pela ajuda! E tem até os passeios de kombi com o pastor Carlos, que eu adorava tanto andar.

Mais ao lado, quero agradecer ao Luiz Sernaglia por sempre me dispensar simpatia e atenção (um querido meu da Prefeitura) e quero agradecer a ele e à Eliana pelos pedidos atendidos.

Compras/Contabilidade/Tesouraria

Chega a hora de me despedir das pessoas pacientes. O amigo dos antigos almoços Serginho, Sandra, Edson, Adriano, Edna, Alessandre, Lucélia, Luciana, Renata, Mara, Pedro e Bernadete. Bando de gente boa e que nunca me deixaram sem uma resposta.

Obras

Descendo as escadas de novo, vou abrir a porta e me despedir de mais um povo que gosto bastante, o povo do Obras. Um tchau especial ao cara que considero o melhor servidor que a Prefeitura de Nova Odessa tem, o Desidério, outro que vai se livrar de mim. Outro abraço ao rockeiro seo. Arlindo, à Anete, à Claudia, à Fernanda, ao Eric, ao William e ao Rogério. Mais ao lado, tenho que agradecer pela também sempre colaboração (e haja paciência) da Lola e da Cátia e um tchau às Mônicas e a todas as equipes que ficam atrás da porta e todos da Central de Atendimento, inclusive à querida Ju.

Garagem

Taí outros muitos que vou sentir falta. Em nome do seo. Valdecir e todos aqueles que trabalham com ele (e como tem gente legal nesse meio), quero agradecer ao pessoal do Obras e Serviços Urbanos e Parques e Jardins. Vou sentir falta de andar de caminhão, de falar sobre obras nas ruas e dos meus companheiros durante as enchentes.

Cultura

Um abraço mega apertado nas minhas queridas Suely e Fernanda, duas grandes mulheres que sempre reconheceram e elogiaram o meu trabalho. Por anos, acho que sentirei ciúmes de saber que alguém está escrevendo sobre Cultura e Turismo na Prefeitura e não sou eu. É algo que eu queria fazer para sempre. Peço também que elas deixem meus outros fortes abraços ao sempre animado e disposto Ney e às meninas Maria Alice, Neusa e Jocely.

Minhas sempre palmas e emoção aos músicos da nossa querida Banda Sinfônica Municipal “Professor Gunars Tiss”. Meu abraço especial ao Marcio, Heber, outros que sempre ajudaram e aos Marcelos, colega desde os tempos de escola e o primo.

Segam/Transporte/Trânsito

Haja, de novo, gente pra agradecer e ter saudade. Ao querido Camargo, pela sempre ajuda, pronto atendimento e mais uma vez, simpatia (realmente tem gente simpática na Prefeitura). Aos motoristas Gilson, Branco, Luiz Geraldo e Tiguá (legal, risos) por me levarem para todos os lugares. Meu outro tchau e abraço ao Lailson e ao Sidney (50% do dia chato de vocês tá indo embora comigo, rs). Vou sentir falta de todos estes também.

Outro obrigada a todos os guardas municipais de Nova Odessa e pros agentes de Trânsito, todos que sempre, sempre, me ajudaram e foram atenciosos. Aos guardas: vou ligar bem menos pra vocês agora. Mas certeza que às vezes vou.

Saúde

Está quase no final e ainda tem tanta gente que gosto pra eu me despedir. Sandra, minha querida, quero sempre te ver por aí e ouvir sua voz grossa. Vamos marcar encontros logo, logo. Parabéns por ser esta guerreira e esta dedicação de coordenadora que é, e mais do que isso. André, você com certeza não vai sentir falta de eu ligando sempre depois do expediente, enquanto você descansa. Quero sempre lembrar do quão bom você é e de como você continua trabalhando, depois de tanto tempo, com a empolgação como se tivesse acabado de chegar. Deise, obrigada pelas sempre ajudas, pela companhia nas reuniões e nas visitas aos tantos lugares. Doutor Lourenço, ainda vou continuar a lembrar do senhor me perguntando se meus rins estão saudáveis e se estou cuidando deles. Vou cuidar para não ter que fazer o senhor me atender nas minhas visitas a Nova Odessa. Doutor Urbini, obrigada pela sua atenção, prometo que emagreço 12 quilos em um ano.

Meninas do telefone (Rose, Edna e Yumika) obrigada por todos os telefones que me passaram, pela calma, desculpa por tanta insistência. Acho que quero continuar ligando pra vocês.

Desta turmona, também sentirei  e tenho que agradecer à Ana Paula, Edênia, à empolgada Walnie, à Carla, à doutora Kátia e a tantos outros e outras. Zé Mário, sentirei falta dos cafés da manhã engraçados ao seu lado.

Vigilâncias e Zoonoses

Meu grande abraço virtual (porque devo me despedir de vocês em um outro oi, por pura falta de tempo) e a minha eterna gratidão conhecer pessoas tão maravilhosas e que nunca deixaram de me ajudar. Mari, Célia, Viviane, Eliana, Jorge, Léo, Danilo, Ana Paula, João, obrigada mesmo, sempre.

Um tchau especial à minha querida Paula Faciulli, de quem super vou sentir falta de irritar, assim como a Dani do Parque, por ligar depois das 17 horas. Duas, esperemos nos vermos por aí.  Sentirei saudades.

Coden

Os últimos, e não menos importantes, agradecimentos e desejo de muito sucesso. Dos lugares e pessoas que mais vou sentir falta, é inegável que a Coden está no topo delas. É ali o lugar de Nova Odessa que tem mais gente boa por metro quadrado. Um tchau e espero que um até qualquer dia, com no na garganta e uma sempre nostalgia (a partir de agora) ao Ricardo, Marizilda, Brauner, Reinaldo, Hilário, seo. Osvaldo, Tavares, Beto, Andrea, Jane, Eric, Olivia, Vânia (que não vou mais ligar às 16h55), Marcão (que também não vou mais andar de kombi, que triste) e tantos, tantos outros.

Dos que faltaram

Na minha lista ainda faltou o pessoal do Esporte, Alan, Tadeu, Viana, Rafael e todos os outros professores, que me ajudara muito no meu começo e que são responsáveis por eu aprender um pouquinho a falar sobre Esportes. Tchau às meninas do CRAS do Jardim das Palmeiras, ao povo todo que trabalha na Rodoviária (Farmácia, Leandro da JARI e moças do Banco do Povo) e aqueles de quem eu esqueci, principalmente. Vou continuar a tentar lembrar de todos os 1.500 personagens deste meus 1.310 dias. Vou sentir saudades, muita!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Se você tiver amigos, não namore

E quem já namorou e não ouviu seus amigos dizerem "você some", "você esquece seus amigos quando namora", "você se fechou para o mundo", ou qualquer frase feita e totalmente hipócrita?! Pois é essa a mesma coisa que acontece com os reclamões quando eles começam a namorar. Fato.

Minha frase para estas situações é a seguinte: Tem gente que não precisa das pessoas, que vive sem amigos.

Eu não vivo.

Portanto, pessoa, se você é daquela que reclama dos seus amigos, mas faz a mesma coisa quando namora, fique com seus amigos e não namore mais. Os amigos são quem você ama há mais tempo e que vão te amar para sempre. É atrás deles, dos seus amigos - que você deixa de step - que você irá quando tudo isso acabar. E tomara que acabe, que não queremos nossos amigos casados com quem não gostamos.

Sei que sou melhor amiga do que namorada e que um dia, quando fui namorada, fui uma não tão boa amiga. Mas não tão ausente quanto os reclamões que conheci ao longo da vida, que fique muito bem explicado. Mas este post não é sobre mim.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Quando eu preciso dos meus amigos

Qual é a melhor forma de mostrar aos seus amigos o quanto eles são importantes na sua vida? Neste dia do amigo, tentei imaginar a melhor forma de escrever, coloquei algumas fotos que temos juntos (e ainda faltaram tantas, com tantos) e tentei dizer o nome de todos eles. Impossível. Posso até não ter me lembrado de todos.

Diariamente, penso em numerar as principais pessoas da minha vida. Pergunte-me quais são as principais pessoas da minha família e mostro uma lista minutos depois. Pergunte-me quais são os principais amigos de toda a minha vida e sei que poderei me esquecer de alguns.

Pode ser torta esta minha maneira de demonstrar o meu amor pelos meus amigos, mas só consigo fazê-lo mostrando que preciso deles. E como preciso. E quantas vezes preciso. Sou dependente de cada um deles, sou egoísta, e quero eles sempre perto de mim. Por dentro, sou uma criança mimada que esperneia e se debate quando eles me contrariam e que chora (nem sempre internamente) quando não posso tê-los ao meu lado, quando eles não têm tempo pra mim.

Por outro lado, na verdade do mesmo lado, sou a pessoa mais satisfeita do mundo quando posso ser feliz ao lado deles. Porque mesmo tão chata, eles me deixam fazer parte da vida deles, e são parte fundamental da minha. Meus amigos são 50% do que sou. Meus amigos são os irmãos que não tenho e todos os anjos da guarda, tão protetores, que Deus colocou no meu caminho.

Meus amigos são meu vício. São meus chocolates, são meu álcool, são minha droga. E se fico um dia sem trocar uma palavra com um deles, entro em crise de abstinência. Fico tonta.

Então, quando eu preciso dos meus amigos? Agora, daqui a pouco, amanhã, e por toda a minha vida. Não há como existir uma Mirela, se eu não tiver meus amigos por perto - mesmo que tão longe. E é tão triste saber que Vinicius de Moraes estava tão certo, porque já sou parte louca por ter perdido um grande amigo. E que Deus ouça minhas preces diárias e não tire mais nenhum da minha vida. Porque só aqueles que precisam de amigos podem ser plenamente felizes.

Obrigada a todos que se mantêm ao meu lado. É por causa de vocês que este é um dia para sorrir.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Profissão para banheiro

Chego no banheiro e lá está, um papel tão aberto que se eu ficasse olhando, conseguiria definir pelo menos um item do almoço de quem usou o banheiro antes de mim. Como sempre, começo a pensar se a pessoa é capaz de fazer a mesma porquice que está fazendo no banheiro da Prefeitura em casa. Não duvido que sim.

Quando começo a pensar qual seria a solução para quem não consegue nem usar o cesto de lixo com educação, acabo por criar uma profissão para banheiros públicos, a educadora de banheiros. Uma profissão que eu teria para descontar meus anos de indignação com o mau uso do banheiro público pelas pessoas.

Seriam papéis de uma educadora de banheiros: ver se o papel está jogado de forma correta dentro do cesto, sem vestígios do motivo pelo qual a privada foi utilizada e é claro, a privada também tem que estar limpa como foi encontrada, caso contrário, a porquinha deveria voltar para refazer seus passos; cuidar para que todas saiam do banheiro com as mãos higienizadas.

A educadora de banheiros auxiliaria, e muito, o trabalho digno das moças e moços da limpeza, que não teriam que topar, todos os dias, com situações absurdas.

E quero ver alguém duvidar da necessidade desta profissional. Porque há coisas que devemos aprender em casa. Mas há mães, as anti-higiênicas do papel higiênico, que não ensinam.